quarta-feira, 23 de abril de 2008

É um sentimento... não pode paraaaar!!!

ECONOMIIIIADAS, ECONOMIADAS MINHA VIDA, ECONOMIADAS MINHA HISTÓRIA, ECONOMIADAS MEU AMOOOOOOR!!!




PS: Só consigo pensar nisso!!!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Transcender é desculpa para se acomodar ???

Geeente, ontem fiquei impressionada sobre um bla bla bla com a Bruna, no qual eu fiquei quieta durante uns 20 min ouvindo ela falar de Hinduismo e Hare Krishna etc... e realmente, o mundo, inclusive o mundo consumista e a moda está cheio de símbolos ligados a isso que as pessoas olham, usam e nem sabem o que significa... e eu mesma já tive uma camiseta que eu adorava que tinha Shiva desenhada e eu nunca tive sequer a curiosidade de pesquisar sobre o assunto... e, como a Bruna disse, não é questão de ser religiosa e sim de ser curiosa e conhecer o que as pessoas acreditam, para poder ter um olhar crítico, gostar ou desgostar, e não falar que não acredita sem saber o que significa. Talvez eu devesse começar a me interessar por assuntos mais diversos também...

Óbvio que hoje, depois de todo bla bla bla que tivemos, a primeira coisa de útil que eu fiz no trampo foi conhecer um pouco mais sobre o assunto... sei bem pouco, mas já deu para ter uma idéia, coisa que eu nem tinha antes... e sabe o que é estranho? a semelhança na essência de todas (todas não, apenas as que eu conheço e mesmo assim, conheço muito pouco) religiões orientais... eles são muito da vibe do desapego... tipo, eu não sou esse corpo, o mundo material é uma ilusão na qual a gente está inserido apenas para ser testado e alimentar nosso espírito... eles são nada materias e isso faz com que também pareçam meio acomodados quanto a uma situação precária a qual talvez sejam colocados no mundo... tipo, se eu nasci pobre, numa classe mais baixa, tem que ser assim, mas tudo bem porque nada disso é real, eu não sou esse corpo, eu vou ficar aqui na minha situação precária alimentando apenas meu espírito...

É uma vibe pesada né??? tipo, to me fudendo, passando fome, cagando em buracos na terra e morando num barraco ao lado destes buracos (cenas do livro "A distância entre nós", outra recomendação Debão) mas vou me contentar porque é para ser assim e, um dia, quando eu nem lembrar mais que eu tive esta vida (qd morrer) eu vou ser "compensado"... alcançar o nirvana... aliás, existe palavra mais sinônimo do desapego do que nirvana???

Sei lá... talvez seja meu ceticismo, mas essa imagem só me traz a cabeça: "é... alguém (entenda-se alguém como uma classe, um grupo, uma instituição, sei lá) que era mais esperto, talvez mais culto e tinha mais propriedades 'inventou' uma religião na qual as pessoas ignorantes se contentariam em não ter tanto dinheiro, tanto poder igual eles... e essa religião foi se desenvolvendo, se disseminando etc e hoje, pleno séc XI nós temos as famosas castas e você não pode se relacionar com pessoas de castas diferentes, nem sentar na mesma mesa e é impossível você mudar de casta... você pode roubar um banco e ficar rico, mas continuará sendo um plebeu... mas tudo bem né?? nasci assim, não há o que fazer...."


Um trecho de um livro que fala sobre hinduismo:

"De acordo com a tradição, Brahma teve quatro filhos que formaram as quatro castas originais: brâmanes (saídos dos lábios de Brahma), são os sacerdotes considerados puros e privilegiados; os xátrias (originários dos braços de Brahma), são os guerreiros; os vaicias (oriundos das pernas de Brahma), são os lavradores, comerciantes e artesãos; e sudras (saídos dos pés de Brahma), são os servos e escravos. Os párias são pessoas que não pertencem a nenhuma casta, por terem desobedecido leis religiosas. Estes não podem viver nas cidades, ler os livros sagrados nem se banharem no Rio Ganges."


Não vou julgar este tipo de religião, porque provavelmente se eu fosse criada neste ambiente, acreditaria nisso também, mas principalmente por ser criada meio que sem religião, dá pra criticar vai! e para mim é surreal você ter que se contentar como uma situação precária, você não poder tocar numa outra pessoa porque ela é melhor que você... por que??? nasceu em uma familia que é melhor que a sua... é, para mim no way...

Mas ao mesmo tempo, a falta de materialismo deles também é boa... só devia achar um equilibrio... mas com certeza os ocidentais precisariam um pouco dessa vibe de transcender o mundo material... a gente é muito focado nas coisas... a gente frequenta a academia para ficar com o corpo bonito, frequenta o trabalho para comprar coisas materias... é tudo muito material né?? eu acho... tem muitas saídas para você conseguir desapegar um pouco disso, aproveitar outras coisas... num precisa fazer yoga, meditação para isso... é só você guardar um tempo para pensar em coisas que não sejam seu dia-a-dia, escrever em um blog pensamentos, ir ao parque, ver um filme, sentar e ficar trocando idéias (e não bla bla bla) com algum amigo... ou mesmo ficar quieto com alguém...

Bom... tenho mais coisa para falar, mas vou almoçar... quem sabe outro dia continuo...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Friozinho....



Geeeente, que friozinho gostoso!!!!

Eu aaaamo friozinho, amo usar cachecól, a sensação de entrar num lugar quentinho depois do vento frio lá fora, amo tomar chocolate quente e sentir cada pedacinho do seu corpo até adormecer numa sensação tãããããoooo gostosa...

Eu prefiro o frio para qualquer coisa, inclusive para trabalhar, mas gostoso mesmo seria acordar umas 10h, tomar um banhinho quentinho, colocar uma roupa bem quentinha e bonita (com cachecól, óbvio!! aliás, Bru, cadê meu cachecól que eu disse que queria um igual o seu??), sair para almoçar num restaurante italiano, tomar um vinho... passear em algum lugar bonito, um parque, talvez ir a uma exposição... um chocolate quente... ir para casa, ver um filminho embaixo do edredom... que tal um fondue para fechar com chave de ouro??? tudo isso, obviamente, pede uma boa companhia, de amigos ou de algo mais... ai ai ai... tá bom, mas a verdade é que eu tenho que trabalhar, até sei lá que hora, voltar par casa e arrumar mais coisas da mudança... BLAH... mas num custa nada sonhar né???
Ah é! Sabe do que eu sinto falta nesse friozinho??? De chegar na FEA naqueles OºC, passar pelo corredor da Xerox (por onde passa a corrente fria que vai para Antartida depois... hehehe) e no intervalo da aula ir para o Solzinho... e apesar desse frio, tem aquele sol que dá uma esquentadinha no ponto certo... vc não fica com calor, dá uma sensação de não sei viu??? bons tempos... bons tempos...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Jade



Já que estou aqui para escrever sobre mim, sobre minha vida... sabe, desde uns 10/12 anos que sei que minha primeira filha se chamará Jade... quem me conhece sabe que sou apaixonada por crianças, que quando minha mãe fez pela primeira vez aquela famosa pergunta que se faz para as crianças: "O que você vai ser quando crescer?" eu respondi, ainda bem pequetita, sem hesitar: "Mãe!"
Nasci para isso, é com certeza um dos maiores sonhos da minha vida... ser mãe... e hoje eu estava indo almoçar e passei na frente de uma loja de móveis para bebê e fiquei com aquela cara de sempre de "Como deve ser gostoso ser mãe!!"... ai lembrei da Jade e de que algum dia na minha vida, lá pelos meus 15 anos resolvi do nada, sem talento nenhum escrever um poema para ela e será a primeira coisa que ela ouvirá de mim nesse mundo... resolvi resgatar o poema e colocar aqui:

Já digo, sim, Jade
assim será a quem mais amarei
e a quem já amo.

Meu primeiro fruto,
gerando a preciosidade,
reluzente e majestosa,
valiosa e única.

Lapidada de amor,
lustrada de ternura.
Seria demasiada pretensão
querer possuir tamanha riqueza?

Sim.
Jade em seu álacre lume

é quem possui... e possui o mundo.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ao "De camelo à criança" (Bruna)

Taí um assunto legal de se conversar, mencionado pela Bruna, a LIBERDADE...

Eu teria 3.842.374.287 coisas para falar sobre este assunto, um bando de bla bla bla sem embasamento, apenas coisas que eu sinto e penso...
Um dia escreverei sobre isso por aqui, mas hoje só quero mencionar um trecho de um livro que quando eu li, gostei muuuuito (taí mais uma indicação Debão, "Os Sofrimentos do Jovem Werther", Goethe)... um livro pessimista, época do romantismo que ficava se lamuriando sabe?? bom... nada alto astral, mas li durante o cursinho (época de ficar se lamuriando... hehehe) e, mesmo pessimista, abre a sua cabeça para coisas que você nunca tinha pensado, meio que te coloca no seu lugar sabe???

Antes de escrever o trecho, gostaria de apresentar como eu faço o link disto para a LIBERDADE, como eu interpreto ele: acho que a liberdade é totalmente utópica, nós nunca aguentariamos lidar com a liberdade do ser em uma sociedade, nós mesmos impomos um basta para liberdade: vou pensar até aqui! vou andar até aqui! vou me arriscar até aqui! e em uma sociedade cheia de secretas imposições, a gente se acha livre... por que??? porque não existe ditadura, repreensão à expressão, escravidão... não coloco em questão que realmente com estes pontos a verdadeira liberdade fica mais distante ainda, fica mais utópica (um exemplo legal de personificação da utópica liberdade é a garotinha em "Labirinto do Fauno" - mais uma indicação Debão - neste caso, a liberdade é tão distante, tão utópica que ela vive nos sonhos e pensamentos)...
No nosso caso não, nós conquistamos ao longo dos anos, com certeza, vários espaços para a liberdade entrar na nossa vida, mas também nos amarramos mais forte ainda em alguns obstáculos à liberdade... longe de discurso socialista, comunista pois amo o capitalismo (apesar de seus milhares de problemas), sou filha do capitalismo, escolhi a formação acadêmica mais capitalista (Administração), ou seja, longe de ser pró socialismo (mesmo porque no meu ponto de crítica aqui o socialismo partilha dos mesmos problemas do capitalismo, na verdade, no socialismo, a liberdade é mais restrita ainda)... bom... a questão é que na nossa sociedade capitalista a maior ilusão de liberdade é devido a nossa servidão ao dinheiro... na verdade, não ao dinheiro... acho que o trabalho faz bem, enobrece o homem, acho que ele tem que fazer por merecer sua comida em uma sociedade competitiva, mas não é isso que acontece hoje em dia... a gente não trabalha para viver, vivemos para trabalhar... o consumismo é tão tentador, tão sedutor (meu quadro da betty boop que o diga) que nós nos aprisinamos ao trabalho para comprar um carro popular, depois um importado, uma casinha, depois um loft nos jardins, depois uma mansão na praça panamericana... coisas que as vezes nem aproveitamos porque gastamos tempo demais se matando para comprá-las... eu acho que este é o maior empecilho à liberdade hoje em dia... mas não deixa de ser um empecilho imposto por nós mesmos a nós mesmos... é fácil falar, lógico que é quase impossível resistir a viver neste capitalismo consumista por diversas razões que se eu fosse mencionar meu post iria ficar maior que o anterior... mas a questão é, o ser humano tem a liberdade pensar além, de abrir seu horizonte, de olhar para fora, de conhecer o desconhecido... mas apenas nos contentamos em estar dentro da nossa cela, achando que tudo que estamos pintando de colorido nas paredes chama-se liberdade, mas é apenas nossa imaginação, continuamos presos enfeitando nossa pequena célula de coisas sem valor...




"A vida humana não passa de um sonho. Mais de uma pessoa já pensou isso. Pois essa impressão também me acompanha por toda parte. Quando vejo os estreitos limites onde se acham encerradas as faculdades ativas e investigadoras do homem, e como todo o nosso labor visa apenas a satisfazer nossas necessidades, as quais, por sua vez, não tem outro objetivo senão prolongar nossa mesquinha existencia; quando verifico que o nosso espírito só pode encontrar tranqüilidade, quanto a certos pontos das nossas pesquisas, por meio de uma resignação povoada de sonhos, como um presidiário que adornasse de figuras multicoloridas e luminosas perspectivas as paredes da sua célula ... tudo isso, Wahlheim, me faz emudecer. Concentro-me e encontro um mundo em mim mesmo! Mas, também aí, é um mundo de pressentimentos e desejos obscuros e não de imagens nítidas e forças vivas. Tudo flutua vagamente nos meus sentidos, e assim, sorrindo e sonhando, prossigo na minha viagem através do mundo."
Os Sofrimentos do Jovem Werther", Goethe

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hora do almoço!!!




(Eita vida corrida, que só consigo escrever aqui nesta 1 horinha de almoço!!!)

Ontem eu senti uma sensação tão gostosa que só pude atrelar a uma palavra: DESAPEGO

Esta palavra que tem sido usada tanto entre meus amigos tomou ontem para mim um sentido diferente, mais amplo, melhor...
Começou tipo como uma "brincadeira" em resposta a algo sério... idéia daquele tipo de amiga cheia de boas idéias que a gente acaba copiando... e adaptando a idéia a sua vida e transformando isso numa realidade...
No começo, era basicamente, ficamos triste com algo que sipá não merece tanto. Desapego era: desencana de sofrer e se preocupar por estas "pequenas" coisas que te fazem mal e pense em tudo que te faz bem. Não faça uma tempestade num copo d'agua, não tente resolver o que já foi resolvido e não tem saída, saia do jogo de poker se está perdendo ao invés de insistir e perder mais! E tudo isso, para mim, no início, eram mais palavras... palavras legais, mas apenas palavras...
A minha vida tomou um rumo no qual o desapego se encaixou perfeitamente e de repente eu estava totally vestindo esta palavra, sem mais nem pensar... com o tempo eu percebi sim, que apesar de estratosfericamente emocional, eu estava mais desapegada... sabe quando você nem achava possível que fosse tão fácil mudar algo que te machucava??? Não sei se foi auto defesa, se foi ajuda de pessoas muito queridas, principalmente minha mãe, se foi a gota d'agua para realmente algo perder o encanto e eu cair na real... realmente, não tive que me esforçar muito (apesar de ter acontecido tarde demais e de eu ter batido muuuuito a cabeça na parede até chegar aqui), simplesmente aconteceu...
Quando eu digo que aconteceu, não foi algo pequeno, pontual, na verdade, não acredito muito nestes lugares comuns do tipo "Tudo acontece por uma razão" ou "Tudo tem seu lado bom", mas desta vez rolou!!!
Mas eu acho que não foi a resolução do meu problema pontual que mudou meu jeito de sentir, de ser e sim o contrário.
Bom... sei que tá muito confuso até aqui, mas é mais ou menos assim: sei desde sempre, desde que descobri que existe livro de auto ajuda e lugares comuns (tudo uma droga porque não adiantou eu ler isso ou saber, teve que naturalmente eu querer que acontecesse comigo e eu nem precisaria ter lido isso para saber) que você precisa ser feliz, ser completo independentemente de qualquer um em primeiro lugar, para depois conseguir juntar isso a outra pessoa... num relacionamento não se deve dividir sua tristeza, sua felicidade e sim compartilhá-la, porque nós sempre seremos indivisiveis, unicos e independentes (ou pelo menos deveriamos ser)... Li outro dia algo que se encaixa bem nisso:

"O segredo não é correr atrás das borboletas... é cuidar do seu jardim, para que elas venham até você"

E é bem isso, primeiro você precisa se cuidar, se sentir completo e feliz e não correr atrás de alguém que você ACHA que ama, que precisa, que depende... quando você tiver completo, simplesmente acontece e acontece da melhor forma (eu acho e espero... porque ainda não cheguei neste nível)
Sabe aquela frase que você ouve de vez em quando no filme "O problema não é você, sou eu... Eu não estou preparado para um relacionamento"... BLAH... sempre achei que era um grande BLAH!!! Tipo, desculpa para "Você é um idiota, gordo, peludo e arrogante!!! NÃÃÃO!!"
Mas não... agora eu acho que é verdade... sabe quando chove na sua horta e chove uma chuva gostosa, que se fosse em outra época você se apegaria a chuva e iria querer viver ali... pois é, pela primeira vez eu simplesmente quero dançar na chuva gostosa, me divertir e depois ir embora, desapegada, sozinha... e experimentar o Sol... e depois ir embora... e ver a neve... e depois ir embora... e, por enquanto, não se apegar e continuar com seus momentos sem nenhuma destas influências metereológicas...
Gente, como eu acho dificil ter uma linha de raciocínio... isso porque trabalho em Finanças, mas é que tudo se embola e se emaranha e pula uma parte e depois volta... uma vez a minha professora de RH me disse que pessoas igual eu (não pessoas estranhas, pessoas ENTP, pensam em rede, elas não tem uma linha de raciocínio, ou seja, tem mais facilidade de ver o todo, as interrelações, mas correm o risco de se enrolarem no pensamento e não sairem do lugar... tirando a dificuldade de passar para outros o que é este pensamento tão confuso e entrelaçado)... olha ai, fui falar que o meu pensamento tava muito embaralhado e já fiquei num bla bla bla sem necessidade e perdi novamente minha linha de raciocínio...
Sipá tem um bando de coisas para falar que eu senti ontem e hoje sobre o desapego, mas vou tentar resumir contando o que realmente aconteceu ontem, o que eu percebi que tá acontecendo comigo e o que eu senti:
- Ontem eu tinha um date... destes de brincar na chuva... estava indo para casa tomar meu banhinho e o date miou
- Normalmente, eu iria para caso, ficaria chateada que o date miou e dormiria pensando "Droga, saco viu?!?"
- Mas eu realmente não liguei. Eu acharia legal jantar num restaurante, mas eu também acharia legal ir ao shopping sozinha, jantar e ir ao cinema e foi o que eu fiz
- Fui lá... passeei, senti fome, jantei, fui ao cinema (aliás, Debão, mais uma indicação "Antes de partir"), tava andando depois e achei um quadro da betty boop liiiindo... e comprei!!! fui embora...
- De repente, eu estava na Marginal, dirigindo MEU carro, ouvindo um cd que EU gravei, depois de uma noite na qual eu estava SOZINHA E ME DIVERTI, olhei para trás estava o MEU quadro que eu comprei com MEU dinheiro para colocar no MEU apartamento novo!!! Não sei o que foi... sei que uma onda de felicidade passou por mim e eu tava cantando a música e, de repente, percebi que eu tava assim por causa de todos esses MEUS e EUS!!!
Não é egoísmo, eu só tô bem comigo, bem sozinha, com as minhas coisas... e estou no começo do processo, pq eu ainda não estou preparada para compartilhar estas coisas com outra pessoa, acho que eu não estou independente o suficiente para me apegar a alguém... acho que eu estou na fase: não tem lugar para alguém ainda... alguém que eu realmente tenha que compartilhar as coisas, alguém que não me deixará mais sozinha, porque eu já estarei completa e única, não dependerei desta pessoa, só serei feliz ao lado dela... não to preparada para isso não e sei porque simplesmente não quero me apegar e não to fazendo nenhum esforço para isso, simplesmente DESAPEGO NATURAL!!!
Outro dia minha amiga falou, depois de certa experiência :-) que estou numa vibe mais instrospectiva atualmente... e, realmente, estou!!! estou mais nos meus pensamentos, fazendo o que EU quero, na hora que EU quero... e isso não quer dizer que eu quero ficar sozinha... isso seria algo impossível devido a alta necessidade de sociabilização que me é intrínseca e imutável... eu quero ser eu, unica ao lado dos meus amigos, ao lado da chuva, ao lado da minha família... e um dia... ao lado de alguém que me fará companhia sempre, mas sem deixar de ser eu...
E bom... sinceramente, acho que nunca me senti assim, tão orgulhosa e feliz de ser eu, feliz independentemente dos outros... minha felicidade se DESAPEGOU... agora ela é só minha e só depende de mim...
Tô feliz que estou assim, mas sei que isto ainda é um estado frágil e inicial... tenho muito que regar meu jardim, que tomar cuidado com as ervas daninhas... como sou um tanto imprevisível e instável, posso, infelizmente, jogar este post no lixo um dia... mas não quero, realmente não... porque eu acho que este é o caminho certo para eu ser feliz e completa no futuro!!

domingo, 6 de abril de 2008

O porquê do título "Ou Isto ou Aquilo"

Adoro mudanças, admito... mas de vez em quando tudo que eu queria era ter CERTEZA!!

Certeza de que vai dar certo, certeza do caminho, certeza de que isto me fará feliz, certeza de que devo escolher aquilo, certeza de onde piso...
Mas tudo isso é porque apesar das mudanças serem necessárias e indispensáveis as escolhas são um martírio... o custo de oportunidade quase me deixa louca... afinal todo momento é uma escolha e sempre, sempre mesmo que você escolhe algo, você abre mão de outra coisa... mas eu não quero abrir mão da outra coisa, afinal e se a outra coisa for melhor???
Sei que se pensarmos assim, ficamos loucos, afinal, você tem que fazer escolhar e pensar no que ganha com ela e não no que perde... mas eu quero tudo... não quero abrir mão!!!
Eu NÃO quero escolher Ou Isto ou Aquilo!!!! E isso, sem dúvida, é a minha característica mais forte e que mais influencia meu dia-a-dia... por isso resolvi começar meu blog com este post!!
Desde escolher os ingredientes para minha massa no Spoleto (na verdade só p/ escolher entre a massa, a salada e o polpetone já é foda) até escolher o caminho na minha carreira profissional, toda escolha para mim é um martírio... porque se eu pudesse eu comeria a massa com todos ingredientes... eu seria psicologa... trabalharia em RH... teria um restaurante... trabalharia num banco de investimento... seria historiadora... trabalharia com criança... moraria no interior e na cidade... viajaria para praia, para montanha e para o campo... iria para balada, jantaria a dois, assistiria uma peça, ficaria em casa vendo filme e comendo pipoca, me vestiria estilo hippie, estilo romântico, alternativo e empresária... e talvez você pense que muita destas coisas eu poderia realmente fazer, cada uma no seu momento, mas não, minha ansiedade não me deixa, eu queria experimentar todas, AGORA!!! Porque nem por um momento eu quero abrir mão de algo, perder a chance de experimentar alguma coisa...
Na verdade, eu não me decido não por não saber o que eu quero, mas por não conseguir me decidir por tantas coisas que o mundo me oferece... e na dúvida, eu escolho tudo... juro que escolheria!!!
De vez em quando eu tento fugir disto... é totalmente humano você procurar outra pessoa para levar a culpa caso você se arrependa... confesso que tenho melhorado, principalmente de uns 7 meses para cá, numa vida mais independente e uma vibe mais introspectiva... mas de vez em quando ainda procuro um amigo pedindo conselho para certas escolhas e esperando na verdade a resposta e caso eu me arrependa de ter perdido algo, o arrependimento é menor, afinal a gente sente como se não fosse nossa culpa, apesar de ainda ser... ainda hoje, adoro sair com alguém que escolha o restaurtane, o meu prato e até o vinho que vamos tomar... mas sei que isso não é o ideal: dar o lápis para outras pessoas escreverem sua história porque você tem medo de se arrepender... mesmo porque eu acho que as escolhas mais assetivas são questão de treino, de aprendizado... quanto mais escolhemos, quanto mais erramos, mais nos tornamos assertivos... eu acho... portanto, tento escolher pensando, sim, perderei algo, mas o que eu ganharei valerá a pena... MENTIRA!!! não consigo pensar assim ainda!!! auhsuahsuahs... mas to tentando, juro que tento... todo dia...
E para fechar um poema que, sem brincadeira, foi o primeiro poema que me interessei na vida... minha mãe comprou para mim quando eu era beeem pequena um livro da Cecilia Meireles... e leu esse poema para mim... eu adorei... não deve ter sido a toa, acho que eu estava predestinada a ser indecisa assim:

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.